sábado, 15 de janeiro de 2011

Degredado

Uma narrativa absurda, esse homem em seu particular Gólgota, tenebroso vale da morte, seu corpo enrijece até a alma, seu suór fétido, silenciada voz,  o sopro do vento que não se pega nas mãos remete  ao aflitivo momento um anseio, de que entregue-se  de vez àqueles desconhecidos e assim crê findará aquele dolorosa expectativa.
Em tantos anos vividos nunca provara em tão pouca fração de segundos aprendizado de tamanha proporção.
Alquimia do medo transmutado em profundo destemor e sem desfalecer diante da morte em vida que se esvai, executa sua ascensão ao mundo novo,  pleno e consciente despertar pra  "libertação".
Grande silencio, fora ao seio da terra.
Grande visão, abster-se de si mesmo e não atinar por nada.
Só manter-se no grande silencio.

Imagens invadem a aurora
inebriante é olhar vc
figuras, estranhas paisagens diante do amanhecer
toda angustia  aflora,  choro o desfalecer
cores tão vivas seduzem
ocaso a brilhar
quem sou
onde estou
onde vou

Errante
perdido ao norte
por sorte vou padecer
frias pegadas na areia
somem pra não retornar
visão que não enobrece a alma
eu preciso, eu preciso crer
a sorte lançada ao inferno
mas, quero viver
quem sou
onde estou
onde vou

Na rede lancei meus desejos
com o sal das lagrimas que verti
O canto ao longe, ja estou indo
mas ja nem sei
o que avistei
será que é meu lugar

Faces com sinistros riscados
Invocam a lua e o sol
tecem magias
com olhos nas terras de Gohayó
deserto é o caminho
vislumbrante é o verde que abraça o mar
me sinto à morte em um instante
nem sei mais quem sou
onde estou
onde estou?
quem sou?

E assim descobre se em desarmonia com as varias e imutáveis leis da Grande Mãe Terra.
Um ser desprovido de  nórmas éticas, jogado ao mar de ilusões...


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